Nunca me mostrou os seus corpos, rostos, objectos, legumes e frutas com peixes frescos à mistura, desenhos que imagino traçados à luz dos mais belos dias com gestos generosos em tons quentes, altruístas… Tudo nela se me apresenta sob uma única forma, a de um coração invisível segredoso que se agita no meu peito.
Entre os dois, uma obra incalculada em efeito de ressonância e risco de ruptura mesmo antes de assumir o seu modo funcional, mesmo antes da cerimónia solene. Uma ponte que vibra com a perturbação causada pelo que não é conhecido porque só eu estou certo da inexistência do projecto do edifício em construção.